terça-feira, 19 de setembro de 2017

A música do século XX


Na época da virada do século XX para o XXI eu ainda estava na faculdade e em uma aula do curso de História do Cotidiano fiquei sabendo que uma das listas, não me lembro mais qual, com as  melhores canções do século que findava apontou a belíssima canção dos Beatles In My life, como a mais representativa de todas.

E sobre o que ela trata?  Ela fala da história das nossas vidas, nos lugares que vivemos que podem até terem mudado, mas na nossa memória permanecerão para sempre como eram quando lá vivemos; com as pessoas que conhecemos amamos, odiamos, que se foram ou ficaram para animar esse cenários de nossas vidas.

Isso é viver a vida que se vive  para contar, sobre o que nos falava Gabriel Garcia Marquez, em sua auto biografia... 
Declamada por Sean Connery (22/12/16)
Vídeo belíssimo! 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

informação e formação Karnal

Nascimento de Vênus/ nascimento de Oxum



Por conta do quadro "O Nascimento de Oxum"
Harmonia Rosales, "The Birth of Oxum". 2017 

, que é uma bela e divertida adaptação paródia do nascimento de Vênus de Botticelli
 "O Nascimento de Vênus" Sandro Botticelli  (1445-1510)
 , lembrei que Oxum nunca poderia ter nascido no mar, pois ela é dos rios e cachoeiras.  Segundo as narrativas de seu nascimento, ela nasceu no rio Osún, na região da Nigéria, então fui procurar imagens desse rio 

Orixá Osún esculpida às margens do rio Osún FONTE

e novamente achei muito impressionante ver esta imagem dele, porque ela remete a uma das minha mais antigas memórias de infância, de quando eu queria sempre ia a uma cachoeira com minha prima...claro que já era Oxum/Aparecida me guiando pelos dourados caminhos da vida! Ora ei ei ô!

O nascimento de Oxum

Harmonia Rosales, "The Birth of Oxum". 2017

sábado, 16 de setembro de 2017

ARQUIVOS E OS ESCUTADORES DE CRIANÇA

Registro escrito por uma criança de 8 anos, disponível aqui

Escrevendo o texto da palestra que eu ministrei na UERJ para os anais do I Congresso de Estudos da Infância - Diálogos Contemporâneos na UERJ, percebo que o assunto é o do meu pós doc - Pedro Bloch e seu "humor com criança"-, ok, mas para problematizar a guinada na ideia de criança que sugiro ter ocorrido no século XX e eu sublinho registros deixados em manuscritos por aqueles que eu chamo de "escutadores de criança", por isso cito arquivos (de Guimarães Rosa, de Walter Benjamin). Reparem, eu trato de uma mudança na "ideia" sobre algo percebida no tempo (História das ideias) e cito registros de arquivo, então só me pergunto : Por que ainda tem gente que acha que eu não sou historiadora? Preguiça!

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Fio Maravilha


"João Batista de Sales, o Fio Maravilha (Conselheiro Pena, 19 de janeiro de 1945) é um ex-futebolista brasileiro. No Brasil, Fio Maravilha defendeu o Flamengo, o Paysandu, o CEUB de Brasília, a Desportiva Ferroviária do Espírito Santo e o São Cristóvão. Nos Estados Unidos, o atacante jogou por New York Eagles, Monte Belo Panthers e San Francisco Mercury"
Olha o Universo fantástico de Ben na realidade: Eis o Fio Maravilha, atacante do Flamengo que acabou ficando mais conhecido mesmo pela canção de Jorge Ben kkkkkk

'Zumbi' de Jorge Ben ao vivo em 1973


"Na primeira vez em que foi tocada em público, no ano de 1973, no Festival Phono 73, 'Zumbi' era uma balada encharcada de emoção. Contava de forma embargada a ancestral saga dos negros brasileiros, terminando num crescente, com apelos entre nostálgicos e desesperadamente esperançosos de 'eu quero ve-ê-er", e uma lenta listagem dos reinos africanos, cada nome sendo pronunciado como se fosse uma instância mágica, capaz de evocar por si uma espécie de força mística. A parte final da primeira apresentação de 'Zumbi' marca um dos ápices da performance vocal na carreira de Jorge Ben. Da capacidade expressiva de uma voz que oscila entre a estabilidade e o caos, a doce melodia e o grito. " Paulo da Costa e Silva. A tábua de esmeralda, p. 125