terça-feira, 19 de setembro de 2017

A música do século XX


Na época da virada do século XX para o XXI eu ainda estava na faculdade e em uma aula do curso de História do Cotidiano fiquei sabendo que uma das listas, não me lembro mais qual, com as  melhores canções do século que findava apontou a belíssima canção dos Beatles In My life, como a mais representativa de todas.

E sobre o que ela trata?  Ela fala da história das nossas vidas, nos lugares que vivemos que podem até terem mudado, mas na nossa memória permanecerão para sempre como eram quando lá vivemos; com as pessoas que conhecemos amamos, odiamos, que se foram ou ficaram para animar esse cenários de nossas vidas.

Isso é viver a vida que se vive  para contar, sobre o que nos falava Gabriel Garcia Marquez, em sua auto biografia... 
Declamada por Sean Connery (22/12/16)
Vídeo belíssimo! 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

informação e formação Karnal

Nascimento de Vênus/ nascimento de Oxum



Por conta do quadro "O Nascimento de Oxum"
Harmonia Rosales, "The Birth of Oxum". 2017 

, que é uma bela e divertida adaptação paródia do nascimento de Vênus de Botticelli
 "O Nascimento de Vênus" Sandro Botticelli  (1445-1510)
 , lembrei que Oxum nunca poderia ter nascido no mar, pois ela é dos rios e cachoeiras.  Segundo as narrativas de seu nascimento, ela nasceu no rio Osún, na região da Nigéria, então fui procurar imagens desse rio 

Orixá Osún esculpida às margens do rio Osún FONTE

e novamente achei muito impressionante ver esta imagem dele, porque ela remete a uma das minha mais antigas memórias de infância, de quando eu queria sempre ia a uma cachoeira com minha prima...claro que já era Oxum/Aparecida me guiando pelos dourados caminhos da vida! Ora ei ei ô!

O nascimento de Oxum

Harmonia Rosales, "The Birth of Oxum". 2017

sábado, 16 de setembro de 2017

ARQUIVOS E OS ESCUTADORES DE CRIANÇA

Registro escrito por uma criança de 8 anos, disponível aqui

Escrevendo o texto da palestra que eu ministrei na UERJ para os anais do I Congresso de Estudos da Infância - Diálogos Contemporâneos na UERJ, percebo que o assunto é o do meu pós doc - Pedro Bloch e seu "humor com criança"-, ok, mas para problematizar a guinada na ideia de criança que sugiro ter ocorrido no século XX e eu sublinho registros deixados em manuscritos por aqueles que eu chamo de "escutadores de criança", por isso cito arquivos (de Guimarães Rosa, de Walter Benjamin). Reparem, eu trato de uma mudança na "ideia" sobre algo percebida no tempo (História das ideias) e cito registros de arquivo, então só me pergunto : Por que ainda tem gente que acha que eu não sou historiadora? Preguiça!

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Fio Maravilha


"João Batista de Sales, o Fio Maravilha (Conselheiro Pena, 19 de janeiro de 1945) é um ex-futebolista brasileiro. No Brasil, Fio Maravilha defendeu o Flamengo, o Paysandu, o CEUB de Brasília, a Desportiva Ferroviária do Espírito Santo e o São Cristóvão. Nos Estados Unidos, o atacante jogou por New York Eagles, Monte Belo Panthers e San Francisco Mercury"
Olha o Universo fantástico de Ben na realidade: Eis o Fio Maravilha, atacante do Flamengo que acabou ficando mais conhecido mesmo pela canção de Jorge Ben kkkkkk

'Zumbi' de Jorge Ben ao vivo em 1973


"Na primeira vez em que foi tocada em público, no ano de 1973, no Festival Phono 73, 'Zumbi' era uma balada encharcada de emoção. Contava de forma embargada a ancestral saga dos negros brasileiros, terminando num crescente, com apelos entre nostálgicos e desesperadamente esperançosos de 'eu quero ve-ê-er", e uma lenta listagem dos reinos africanos, cada nome sendo pronunciado como se fosse uma instância mágica, capaz de evocar por si uma espécie de força mística. A parte final da primeira apresentação de 'Zumbi' marca um dos ápices da performance vocal na carreira de Jorge Ben. Da capacidade expressiva de uma voz que oscila entre a estabilidade e o caos, a doce melodia e o grito. " Paulo da Costa e Silva. A tábua de esmeralda, p. 125

terça-feira, 12 de setembro de 2017

O LIVRO DE JORGE BEN

Pelo menos desde que voltei do Rio de Janeiro eu estou lendo e me deliciando com este livrinho, sempre ao som do Babulina, claro. Ele é muito pequeno, mas certeiro nas colocações do músico e pesquisador Paulo da Costa e Silva e vou gostando cada vez mais de Ben. Quando cheguei no último capítulo sobre a música Zumbi, adiei começar a ter as 13 páginas finais por muitos dias, tenho medo da saudade que vou sentir de ler sobre Ben quando o livro se acabar. Ontem comecei a ler o trecho e me emocionei muito, arrepiei demais. No final , porque se fala mais diretamente da questão da negritude em Ben, o que pontuou toda sua obra musical, é feita uma comparação muito sofisticada com o RAP dos Racionais MC, que é muito inspirada em Ben, no entanto se fasta dela em momentos fundamentais. Fiquei toda arrepiada, chorei e como não estou sabendo lidar com o fim dessa leitura, deixei as três páginas finais para hoje. Carece de ter coragem de terminar, mesmo lembrando que as músicas eu vou poder ouvir sempre, mas agora com as diversas questões abordadas já florescendo na minha percepção. Salve Jorge <3 font="">

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Samba da Vela

video

Ontem, 07 de setembro, feriado em Sampa e, além da lua cheia,  eu pude curtir o Samba da Vela no SESC Pompéia. Samba bom demais!
Obrigada vida,obrigada setembro !
Sigamos

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Negra Zula

Dentre várias outras coisas, uma força motriz da canção de Jorge Ben é o resgate da ascendência africana pelos brasileiros. Esse conteúdo que nos foi negado com tanta força conhecer via narrativas tradicionais , mas que naquelas músicas vemos emergir tão lindamente, afinal  ainda está ai nas ruas, para quem quiser ver ...
Na canção Zula,  do disco Negro é lindo (1971), vemos aparecer  uma linda negra vestida de azul púrpura, a negra Zula. Como ali nada é por acaso, lembramos que o termo zula tem sido usado desde o século XIX. Possivelmente está relacionado ao nome da tribo Africana que vive em grande parte da África do Sul, os Zulus. No século XIX, os Zulus foram uma nação poderosa sob seu líder Shaka. Fonte

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

A Etiópia de Jorge Ben


Vale a leitura destas 18 pequenas curiosidades sobre a Etiópia, se não por outro motivo (afinal é um dos berços da humanidade), mas para saber mais da África de Ben, que é de origem etíope. Nada é por acaso. Especialmente o fato dele ser católico (até ter frequentado o seminário na adolescência), ter uma ligação tão estreita com o oriente ("a minha estrela é do oriente"), ter orgulho dessa cultura ancestral, que se diferencia até no caldeirão cultural que é a África...

sábado, 2 de setembro de 2017

Jorge Ben é uma força da natureza

"Relembrando a sensação que teve ao ouvir pela primeira vez Mas que nada (1963), Tárik de Souza comentou:
'Ele é um enigma, porque ninguém sabe de onde vem essa música de Jorge Ben. Se você procurar, quase todos os artistas brasileiros tem atecessores, que você vê traços na obra. O Tom Jobim você vê Villa Lobos, você vê Stravinsky, você vê Debussy, vê também Ary Barroso etc. O Jorge é um caso raríssimo, porque não tem ninguém que você possa dizer: "Bom, o Jorge Ben vem daí"! Não é Jackson do Pandeiro, não é o pessoal do samba tradicional, também não é um cara que 'Ah, esse cara trouxe o rock pro Brasil', como Tim Maia trouxe o soul pro Brasil, não é verdade. Ele faz samba com algum tempero de música pop, rock, que depois ele foi ampliando, chegou até a juntar samba enredo com disco music, fez algumas fusões assim, mas ele realmente é um enigma, porque foi uma alquimia mental dele que transformou o samba no que ele fez. Ele criou um samba dentro do samba, que não é nada, nenhuma escola que existia, é uma coisa totalmente original dele. Aliás, o primeiro samba dele ele já se apresenta: no Mas que nada, ele fala : "esse samba que é misto de maracatu" - maracatu naquela época ninguém ligava, maracatu era coisa regional, só se falava em Pernamuco e tal...e ele já traz o Maracatu pra cá..."é samba de preto tu, que são os pretos bantos, que são realmente a origem da música afro-brasileira. Como é que ele tirou isso? Como é que ele descobriu tudo isso? Como é que ele chegou nessa fusão? É dificílimo saber Eu acredito que ele mesmo não tenha explicação disso. É uma coisa natural nele. O Jorge Ben é uma força da natureza'" 
 (Tárik de Souza Apud SILVA, Paulo da Costa e. A tábua de esmeralda, p. 89-90).

Neste  link sobre algumas palavras de origem africana no vocabulário brasileiro eu  descobri:
TU – Diz-se do negro tido como sendo bruto. Boçal. Grosseiro. Oposto ao negro bom e passivo; “…Este samba/que é misto de maracatú/é samba de preto velho/ samba de preto TÚ…”; Pode ser também uma redução de Bantú.
  

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Fã de Jorge Ben



Acabo de comprar ingresso pro show do Jorge Ben, a emoção foi tanta que não resisti perguntar:
-Vai ser um show de verdade? Ele vem mesmo?
A mocinha respondeu rindo
-É um show mesmo, esperamos que ele venha.
-Uau! Rsrsrs


Eu sei que Ben me entenderia, afinal ele entendia o que era se identificar com alguém, tanto que, segundo nos lembra Paulo da Costa e Silva, certa vez respondeu em uma entrevista a Luiz Carlos Maciel: "Parece para mim que eu conheço Paracelso, entendeu? Do jeito que eu li sobre ele, parece que eu conheço ele. Que cara maravilhoso, um douto excepcional, conhecia química, a pedra filosofal."(p.58)

Amor <3 span="">

Ah, e nesse contexto, aquela beleza toda que é o Criolo virou coadjuvante, afinal SALVE JORGE! 

Jorge Ben no Roda Viva em 1995

Ótima entrevista ... a gente descobre coisas surpreendentes, como o fato do mais carioca dos compositores morar em São Paulo há muitos anos pois se casou com uma paulista! rs

Legal é quando ele fala dos seus discos favoritos, acho que a lista é : Samba Esquema novo, Solta o pavão e África Brasil, mas o preferido mesmo é A Táboa Eseralda. Ok, ok... até suspeitava algo assim, mas para mim (uma ouvinte tardia) incluiria outros álbuns na lista : Ogum Xangô e Bidu Silêncio no Brooklin  ... esses discos também foram comentados na entrevista em outros momentos, sendo Ogum mostrado como algo muito experimental que não pode e nem poderia mais ser repetido, sem ter nenhuma musiquinha mais palatável de 3 minutos ...e o Bidu, quando alguém da roda lembrou dele, Jorge reagiu: ah,como fui me esquecer deste ?rs

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Sobre A Tábua de Esmeralda


Não achei ruim o vídeo, mas como estou lendo e me deliciando o livro do Paulo da Costa e Silva só sobre esse disco, que é muito mais complexo e me arrepia o tempo todo, esse vídeo fico como uma introdução, mas ao menos não fala nenhum absurdo ... no livro temos um panorama mais amplo do Jorge e da alquimia na sua obra e carreira toda. Mas quem não conhece o Tábua, vale começar por esse vídeo, que me foi indicado pelo Youtube!

sábado, 26 de agosto de 2017

100 metros : um filme sobre Esclerose Múltipla


Eu não gosto de assistir filmes sobre Esclerose Múltipla, mas esse "100 metros" me foi indicado por um professor da academia, dizendo que se trata de uma mensagem motivacional e eu fui assistir no Youtube.Me emocionei muito porque, embora ele tenha viva coisas mais sérias que eu vivi, muita coisa eu também vivi, especialmente no começo, com o diagnóstico, as dificuldades de se adaptar e de lidar com a vida, com as pessoas e com a adversária número um que nunca vai se ausentar. No final, lembrei de como eu me senti quando defendi meu mestrado  e para mim foi a maior festa de todas, porque eu - que o tempo todo não sabia se ia conseguir terminar qualquer coisa - tinha conseguido virar mestra em Guimarães Rosa! Vida que segue, na academia, na terapia, no bom humor, porque somos vencedores! 


sexta-feira, 25 de agosto de 2017

África de Jorge Ben


GILBERTO GIL FALA DE JORGE BEN:

"Modos musicais diferentes vieram para o Brasil através de várias nações africanas. Jorge assume o que veio do norte da África, o muçulmano, como elemento básico do seu trabalho. Ele não gosta de perder a perspectiva primitivista, não deixa de se ligar no gege, ketu, iorubá. Mas ele tem outro lado que inclui o moderno. "
(In A TÁBUA DE ESMERALDA - Paulo da Costa e Silva, p.22)

É que não me basta ouvir Jorge Ben, nem apenas cantar, nem apenas dançar, eu preciso discutir, aprender, refletir sobre essa música e seu significado!

Cabe lembrar que é da piração de Gil e Ben com África e música que nasceu um dos discos mais fantásticos que tenho ouvido ultimamente, o "Ogum Xango" (1975) <3 span="">

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

GOSTO DO FRACASSO E A PICADA


Ontem fracassei novamente e ainda sinto o gosto amargo disso. Como se não bastasse, amanheci recebendo palavras duras, atestando que não serei aceita no caminho que estava querendo seguir, o que acentuou mais o gosto do fracasso. 
Por qual caminho seguir então? 
Lembro do professor Sevcenko, pensando a partir de Heidegger : Se recusar a estrada sinalizada e abrir uma picada na mata, encontrará coisas originais, mesmo que machuque e doa insuportavelmente.
 E como dói. 
E lembro que Rosa desenhou uma linda Rosa dos Ventos colorida a lápis de cor em em um de seus cadernos (não é essa da imagem, a dele está está na página 150 da minha tese) . 
Tomei banho e pensei que se estou viva, deve existir um rumo e ele virá todo colorido. Ainda hei de achar meu Diadorim 

domingo, 20 de agosto de 2017

Miss Brasil 2017 é negra!


" ... uma linda dama negra
a rainha do samba
A MAIS BELA DA FESTA
a dona da feira 
UMA FIEL REPRESENTANTE BRASILEIRA " Jorge Ben

Representante do estado do Piauí, Monalysa Alcântara,foi eleita Miss Brasil 2017. É a terceira negra eleita a mulher mais bela do país. 


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Sobre os homens negros


Refiro-me ao texto O mal estar da masculinidade negra contemporânea, do sociólogo  Henrique Restier da Costa Souza e publicado na Carta Capital.

Porque o tema muito me interessa em diversos aspectos (eu venho refletindo muito sobre isso e já tenho até algumas ideias próprias a respeito), li este texto, escrito por um negro para homens negros, com atenção e, de fora, ia compreendendo e até concordando com que estava sendo dito. Algumas vezes, ia pensando "isso também acontece com a mulher negra" (especialmente a parte super valorização da imagem sexualizada do corpo negro, que deveria seguir certos esteriótipos, enfim)". Em algum momento o autor do texto refere-se a uma espécie de ideal de homem negro construído simbolica e historicamente e que tantas vezes é opressor, e sua existência, claro, conta com a participação e legitimação da mulher branca ou negra. Pois é. Infelizmente concordo com isso, mas acrescento que mais ou menos o mesmo acontece com a mulher negra... enfim.

Fiz uma auto crítica e passei a refletir sobre os motivos dos meus interesses em homens negros. Logo concluí que não são sexuais ou mesmo estéticos (embora os ache lindos, é verdade, mas isso é só um detalhe, para isso bastaria olhá-los, não justifica o desejo de estar cada vez mais perto deles). É que, até hoje,  apenas eles foram capazes de despertar em mim  um outro sentimento de ternura, uma espécie calorosa de identificação, de compreensão, de complementação, de pertencimento a algo. É um prazer de estar no mundo. 

Mas sei, também, como é dolorido ouvir um homem negro, pois "a tristeza é senhora, desde que o samba é samba é assim". E também dói em mim essa dor, de alguma forma. Vou continuar refletindo sobre isso, por enquanto...

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Sobre o cancioneiro de Ben



"... Quanto mais eu ouvia Jorge Ben, mais eu percebia que sua música é capaz de induzir a um determinado estado de espírito: um estado de plenitude e força, capaz de inspirar uma atitude altiva perante a vida. Não por acaso sua lira é recheada de incríveis heróis, obstinados e orgulhosos guerreiros. Seja qual for o tema tratado em suas canções, parece sempre haver uma voz de fundo, meio gaiata, gritando surdamente, "ME GUSTA MUCHO VIVER!", como no final do Jazz Potatoes. " Paulo da Costa e Silva In: "A Táboa de Esmeralda", p 10-1.

 Acho que é bem isso, mesmo! Só acrescentaria um detalhe ao trecho, quando ele diz que a música de Ben é " recheada de incríveis heróis, obstinados e orgulhosos guerreiros", caberia dizer que isso também inclui guerreiras e heroínas e que, em sua maioria, eles e elas são belos e negros. Até onde eu eu sei, não existe em nosso cancioneiro, uma coleção de hinos que exalta tão lindamente essas figuras; Salve Jorge! Viva, viva, viva Jorge!

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

EXPOSIÇÃO "CRIANÇAS NA LÍNGUA"


Caros colegas

Na próxima semana realizaremos, na UNIFESP-Guarulhos, a Exposição "A criança na língua: passo a passo", que contará com visitas livres, visitas guiadas e um ciclo de conferências sobre a entrada da criança na linguagem. Serão abordados vários temas, como a aquisição monolíngue e bilíngue, aquisição da escrita, multimodalidade, humor na infância, entre outros.
Envio o cartaz de divulgação e a programação, que também pode ser acessada pelo link https://acriancanalinguapassoapasso.wordpress.com/ .
Peço que compartilhem com os demais colegas. 

Abs
Rosângela Nogarini Hilário (UNIFESP-Guarulhos)

domingo, 13 de agosto de 2017

Possibilidade e impossibilidade de narrar a História

Samuel, 9, Zuleide, 4, Ernesto Carlos, 2, e Luiz Carlos, 6, com a “tia” Tercina em foto de junho de 1970 encontrada nos arquivos do Serviço Nacional de Informações. Fichadas como “subversivas”, as crianças foram fotografadas no doi-Codi do Rio de Janeiro antes de serem mandadas para a Argélia com outros 40 presos políticos trocados pelo embaixador alemão sequestrado naquele ano.(FONTE http://revistazum.com.br/revista-zum-3/infancia-banida/)
Não sei por qual motivo, tive acesso e li essa reportagem esta manhã. Ai fiquei pensando sobre as dificuldade de narrar.Que o Brasil vive intenso retrocesso é evidente em todos os níveis. Eu, como historiadora, sinto melhor como isso acontece na possibilidade/impossibilidade de narrar.
Sempre relato que durante minha graduação em História (1999-2003) não era comum se falar no período da recente Ditadura civil-militar, e eu entendia que isso acontecia por muitos motivos como: os arquivos que sustentariam as pesquisas estavam bloqueados; os possíveis relatos ou depoimentos vinham carregados de diversas camadas de trauma, o que dificultaria sua análise; tudo era era muito recente e os envolvidos ainda viviam e era interessante anular essa narrativa por tempo indeterminado;e muitos outros motivos.
Mas nos anos 2000, enquanto esse episódio ainda espinhoso da nossa História continuava tabu, alguma especie de resgate dessa possibilidade de narrar começou a aparecer quando os arquivos foram abertos pela lei do Direito a Informação e isso permitiu que pesquisas fossem feitas;uma ex militante foi eleita presidenta; instauro-se a Comissão Nacional da Verdade que embora tenha sido aceita com a condição de não anulação da Lei da Anistia de 1979 e portanto não previa a punição dos envolvidos (o que é um absurdo insustentável, mas a gente vai fazendo o possível para não deixar de fazer, sabe?), mas ela nos forneceu acesso à maior quantidade de informações sobre o período até agora alcançado. Era possível pesquisar e narrar aquele período.
Hoje, quando estamos em meio a outro golpe de Estado e no meio de um retrocesso sem fim, eu já não vejo essa possibilidade. Lamentável. Essa matéria que postei acima é de 2013, o período mais fértil para as pesquisas históricas sobre o tema e lendo o texto, relembrando os vídeos e as histórias nele citados (que conheci através do material de divulgação da Comissão da Verdade), reflito sobre o fato de termos voltado à situação da impossibilidade de narrar neste país, o que torna a minha profissão de historiadora ainda mais difícil e valiosa e minha boca muito amarga.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Futebol na música de Jorge Ben



"TROCA TROCA”, provavelmente a única música que tem um dirigente de clube como personagem central.No caso, o cartola era FRANCISCO HORTA, que na época presidiu o FLUMINENSE e causou uma revolução no futebol carioca ao estimular a troca de jogadores entre os grandes clubes do RIO, em vez de contratações milionárias." 
(FONTE  : http://wp.clicrbs.com.br/futebolnopaisdamusica/2014/10/15/o-troca-troca-de-jorge-ben-jor/?topo=52)

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

PEDRO BLOCH: UM ESCREVINHADOR DE CRIANÇA


PEDRO BLOCH: UM ESCREVINHADOR DE CRIANÇA
"O mundo infantil é cheio de mistério e poesia, suspense e humor. (..) Seria de desejar que todos os pais guardassem as frases mais expressivas dos filhos, como verdadeiros tesouros. Mas o que ocorre, normalmente, é que se conserva um flagrante fotográfico inexpressivo ou uma botinha, um boneco uma mecha de cabelo. Quase nunca percebe que o que a criança diz, em suas diferentes fases, são pedacinhos de alma dessa criança." 
(BLOCH, Pedro. 'Criança diz cada uma!', 1963, p. 1)

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Entrando na família Ben

Sempre gostei do Jorge Ben, mas não andava me lembrando muito dele até começar a ler a biografia do Tim Maia e ter começado a lembrar, a me interessar mais e mais e querer conhecer além da superfície, ouvir coisas novas, conhecer mais, deixando o Tim completamente de lado mesmo! Ouço Jorge Ben como ouço música instrumental e é um deleite só. Também tive a experiência de tentar  dançá-lo no Samba Rock, mas eu queria saber mais, queria ler sobre, achei alguns  textos na internet como este sobre a questão do negro em Jorge Ben e  comprei  o livro do disco sobre "A Táboa Esmeralda", de Paulo da Costa e Silva que acabou de chegar.




OH MULHER INFIEL - Eu não deveria começar a ler o livro sobre o Jorge Ben agora, haja visto que ainda restam algumas páginas para ler na imensa biografia do Tim Maia (ainda não terminei!)... mas como eu já fui infiel desde o início e não paro de ouvir o Jorge, e o livrinho acaba de chegar já comecei a devorar FAMÍLIA BEN : Identificando "parentes de alma" a partir de Jorge Ben, fui entrando de novo no universo Jorge :

"Na minha cabeça Jorge Ben ocupava um confortável lugar no segundo time entre os grandes de sua geração - bem atrás do Chico, Caetano, Gil, Milton... Um artista interessante, meio esquisito, mas com surpreendente potencial de propagação e grande vocação para o sucesso. Foi quando ouvi, por acaso, a versão original de 5 minutos, última faixa do "Tábua", que eu já conhecia bem na gravação feita pela Marisa Monte, mas que não me lembrava de ter ouvido na voz de Ben. Eu estava em meio a uma roda de amigos e lembro que a canção solicitou imediatamente a minha atenção. Acontece com relativa frequência de grandes obras de arte atravessarem nossas vidas sem que haja um verdadeiro encontro, como se ainda não estivéssemos prontos para elas. Ali aconteceu o contrário: pela primeira vez eu entrava em sintonia com a música de Jorge Ben. Numa espécie de epifania, fui arremessado por ela...."  Paulo da Costa e Silva, p. 9


A epifania de Paulo da Costa e Silva foi ouvindo essa música :

"Tudo, absolutamente tudo na gravação soava contemporâneo. O timbre do violão de náilon tocado de forma despojada, livre, com um ritmo meio solto, quase capenga; a estranha sonoridade de uma sequência harmônica que, reforçada pelo desenho melódico contínuo do acompanhamento de cordas, deriva sua força mais do movimento circular do que da dinâmica tonal; a voz algo extraordinária, de rua, voz de não cantor, repleta de ruídos e chiados, erguedo-se em inesperados falsetes com ares de improviso; a atmosfera inteira da canção, com a massa sonora perfeitamente integrada na entidade física da voz e do violão de Ben, e tudo se desenvolvendo com natural fluidez. Aquilo pertencia ao eterno presente  das obras-primas. Tendo sido gravada quase duas décadas antes,ela permanecia mais jovem, maus intensa e vital do que a versão de Marisa Monte. Na gravação de Ben os 5 minutos de que fala a canção pareciam realmente uma questão de vida ou morte Possuia tamanha concentração de força que através dela sentíamos realmente "quanto vale cinco minutos na vida". P. 10 

É muito difícil ouvir a gravação de Ben, sem ter no ouvido aquela da Marisa, mas pensando nela como o encerramento de um disco sensacional como é o Tábua, a gente até consegue se deslocar naquele ambiente regulado de Marisa ... e é libertador!

terça-feira, 25 de julho de 2017

Trecho final do relatório final de pós doc

Ilustração de Mariana Massarani , 1998
 Acabei a pesquisa de pós-doutorado e o último trecho do relatório final eu falei sobre aquilo que eu achei mais bonito de todo o trabalho de Pedro Bloch, que foi a valorização da  expressão da criança como ela é : 
"          Como parte de nossa investigação, conseguimos esboçar faces de como o projeto de ouvir a meninada e inseri-la no diálogo teria ficado guardado na memória cultural e pessoal das pessoas que nele estiveram envolvidas. Por outro lado, percebemos que, embora ele tenha sido muito famoso em vida, vai sendo gradativamente esquecido, seja porque sua atividade envolveu crianças há bastante tempo e elas nem sempre puderam guardar memória do ocorrido, ou pelo fato de terem participado da composição humorística e isso  não sido considerado importante  a ponto de permanecer na memória por muito tempo, ou mesmo por conta dos fluxos e refluxos da história cultural,  que se interessa por figuras assim, que brilharam muito, às margens dos grande personagens, e rapidamente ficaram de lado na narrativa.            Enfim, procuramos destacar a importância das anedotas infantis de Pedro Bloch porque vimos nelas marcas de uma mudança sutil em relação à própria ideia de criança que então estava em processo, sempre através do filtro mediador do humor, que foi o que permitiu que se ouvisse em alto e bom som a até então calada voz infantes, ainda que esse som nos viesse sempre cheio de estranhamento e comicidade.
            Como epígrafe de um de seus primeiros livros sobre foniatria, o autor narra: 
  
(BLOCH, O problema da gagueira, 1958)
                    Julgamos que esta epígrafe sintetiza todo o seu projeto com os pequenos , afinal fazia parte da sua pedagogia não deixar de dizer a toda criança que encontrava “você é boa, bonita, inteligente porque sei o que uma observação assim significa para um ser que brota" (BLOCH, Você tem personalidade?,1974, p. 193), então é como se conseguisse enxergar em suas crianças – fossem pacientes, leitoras, personagens ou coautoras – algo precioso que só então estava se revelando e elas lhe chegassem  lindas, inteligentes, divertidas, com uma porção de significados desconhecidos que o levava a olha-la e dizer : Fala, agora! Por que não falas?  E em suas anedotas as crianças enfim falaram,  contando como era o seu maravilhoso mundo encantado, no qual os adultos ainda não haviam arriscado adentrar. " (RODRIGUES, Camila. Anedotas infantis de Pedro Bloch: Narrativas de história cultural do humor e da criança (1960 - 2002), p. 92)

domingo, 23 de julho de 2017

Vinicius de Moraes, Guimarães Rosa e o Humor


Um texto do poetinha que acho que tem tudo a ver com HUMOR:

"Realmente, quando em meio a um discurso lógico nos deparara um grão de 'não senso', somos inconscientemente tocados pelo riso, que é o tédio da lógica ou pela poesia, que é a lógica do mistério. Um nó qualquer se desfaz em nosso espírito e vivemos um instante de liberdade no seio de uma ordem sem nenhum dogma."

(Vinicius de Moraes - "A poesia do não senso" - trecho de uma fotocópia de jornal colada em um dos cadernos manuscritos de Guimarães Rosa em seu acervo no IEB, sem indicação de data ou veículo em que foi publicado. Mais sobre este texto, humor e Rosa, confira o artigo "ANEDOTÁRIOS NOS CADERNOS DE ANOTAÇÕES: UMA VEREDA ESPIRITIUOSA NOS MANUSCRITOS DE GUIMARÃES ROSA"

sexta-feira, 21 de julho de 2017

É uma história de Orpheu? De Sorôco? Não : é do Tim Maia!

Ilustração de Luís Jardim para a estória "Sorôco, sua mãe e sua filha", de Guimarães Rosa (1962)

Estou me aproximando do fim da biografia do Tim Maia, um grande cancionista brasileiro, mas já posso dizer que de toda ela a anedota mais bonita é essa aqui, que fala do poder aglutinador da canção, que remete ao mito de Orpheu cujo som da lira aglutiva toda a natureza, ou a chirimia  da estória de Guimarães Rosa, que era 

"a cantiga que avocava* que  era um constado de enormes diversidades desta vida, que podiam doer na gente, sem jurisprudência de motivo nem lugar, nenhum, mas pelo antes, pelo depois" (Primeiras Estórias, 1962, p. 15).
*avocar = atrair, chamar a atenção.

Aqui vai a narrativa sobre Tim:


“Tim estava popularíssimo, e foi o amor do público que o salvou quando , mais uma vez, foi detido em seu carro com substâncias tóxicas ilegais. Foi levado para o 13º. DP , no final da avenida Nossa  Senhora de Copacabana, em frente à galeria Alaska, um tradicional ponto gay carioca, com grande movimento por volta de uma da madrugada.

Ao subir as escadas da delegacia, empurrado por dois canas, Tim viu que tinha muita gente na calçada em frente e que já o haviam visto. Parou e soltou a voz:

Ah! Se o mundo inteiro me pudesse ouvir
Tenho muito pra contar, dizer que aprendi
E na vida a gente tem que entender
Que um nasce pra sofrer enquanto o outro ri

O povo começou a cantar junto, a bater palmas e gritar seu nome. Os tiras tentavam empurrar 128 quilos escada acima, mas ele não se movia nem parava de cantar. Mais gente chegava, as putas e os travestis gritavam, todos cantavam, a voz querida e poderosa de Tim Maia enchia a noite de Copacabana.

Diante da avassaladora solidariedade popular, da barulheira infernal e do adiantado da hora, o delegado reagiu com bom senso e bom humor:
“Libera o elemento”. 
(Nelson Motta. “Vale tudo: o som e a fúria de Tim Maia”, p.217-8) 


Jorge Ben : Objeto de estudo?

Jorge Ben é muito genial. Não paro de ouvir (com meus ouvidos treinados para musica instrumental) e ele nos oferece pequenas sinfonias! Que beleza! Afora que a gente vai descobrindo como aquela obra reverbera em tanta coisa feita na música brasileira depois, assim como o Ivan Vilela destacou sobre o Clube da Esquina ... alguém tinha que estudar o Jorge, caso consiga ficar parado para analisar, claro rsrsrs


quinta-feira, 20 de julho de 2017

Começo do meu trabalho sobre o humor com criança Pedro Bloch foi em Guimarães Rosa


A primeira citação direta ao projeto de Pedro Bloch com as anedotas infantis que encontrei foi no livro de Guimarães Rosa que estudei no mestrado. Vejamos o trecho:

"Deixemos vir os pequenos em geral notáveis intérpretes, convocando-os do livro "Criança diz cada uma! ", de Pedro Bloch:
O TÚNEL. O menino cisma e pergunta: - "Por que será que sempre constroem um morro em cima dos túneis?"
TERRENO. Diante de uma casa em demolição, o menino observa: - "Olha, pai! Estão fazendo um terreno!"
O VIADUTO. A guriazinha de quatro anos olhou do alto do Viaduto do Chá, o Vale, e exclamou empolgada:
- "Mamãe! Olha! Que buraco lindo!"
A RISADA. A menina - estavam de visita a um protético - repentinamente entrou na sala, com uma
dentadura articulada, que descobrira em alguma prateleira : - "Titia! Titia! Encontrei uma risada!"
O VERDADEIRO GATO. O menino explicava ao pai a morte do bichinho: - "O gato saiu do gato, pai, só ficou o corpo do gato."

(ROSA, João Guimarães. Tutaméia: Terceiras Estórias. Rio de Janeiro: José Olympio, 1967, p. 8-9.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Mais um parágrafo do relatório final

MAIS UM PARÁGRAFO IMPORTANTE:

"Sublinhamos a atitude de Pedro Bloch como autor, pois ele, já na década de 1960, ao assumir a criança não apenas como personagem representada em suas narrativas, mas também como sujeito coautor delas, deixando que o mirim expresse sua voz via comicidade, faz do humor uma chave para uma melhor a compreensão do fenômeno infância, contribuindo assim para o desenvolvimento de uma nova sensibilidade em relação à criança e à infância, aproximando-se do que depois Raymond Williams denominaria como nova “estrutura do sentimento” (WILLIAMS, 1977, p. 150-8), o que é de grande interesse para a História Cultural." Camila Rodrigues ""Anedotas infantis de Pedro Bloch : Narrativas de história cultural do humor e da criança (1960 - 2002" 

terça-feira, 18 de julho de 2017

Reflexões sobre Jorge Ben e Samba Rock


Depois do Samba Rock Plural domingo eu voltei a ouvir Jorge Ben e, como sempre, refletir sobre tudo. 
Quando passei dias ouvindo interruptamente os álbuns do Jorge, é claro que sentia o ritmo, mas sabia muito bem porque eles me agradavam tando: satisfazem o gosto gosto pela música instrumental que eu vim construindo, ai ontem tive a experiência corporal de participar ( ou tentar) de como aquilo funciona num baile, com as pessoas dançando: sensacional e tal.


video

Mas  como sou um fracasso com práticas (sou muito reflexiva), confesso que é um alento voltar a ouvir e refletira sobre a genialidade de Jorge. Até me emociono...

segunda-feira, 17 de julho de 2017

DROPS do RELATÓRIO FINAL DO PÓS DOC

Seleção de anedotários bloquianos que uso como uma das  fontes de pesquisa no pós-doc em História Cultural do Humor

DROPS RELATÓRIO FINAL - Pensando historicamente nos anedotários bloquianos:

"Em relação ao conteúdo, as anedotas, além de provocarem risos ou sorrisos, elas nos desenham diversificadas faces das vivências de crianças desde a década de 1960 até o decênio de 1990 e, de forma genérica, permitem que percebamos como os mirins, e também a consideração de como o que é ser criança, foi se transformando socialmente. 
Nos primeiros volumes encontramos ditos infantis em maior quantidade, na narração de sacadas e definições, enquanto que nos publicados já às vésperas do século XXI, observamos mais interferências e reflexões do autor sobre sua trajetória como pensador do universo infantil. "

Perceber esse tipo de mudança sutil faz parte do ofício do historiador de História Cultural, especialmente a do Humor, que lida diretamente com motivações emocionais dos agentes...

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Relatório Final em imagens


Uma espécie de resumo (BEM) sintético e visual das cerca de 90 páginas de relatório:

LISTA DE FIGURAS DO RELATÓRIO FINAL

1. Foto da biblioteca bloquiana pesquisada no 1º. ano;

2. Chamada de depoimentos de ex-crianças bloquianas;
3. Detalhe de escultura em homenagem a Janusz Korczak , mostrando-o cercado de crianças;
4. Ilustração de Jordí para o livro Esses meninos de ouro (1983), com Pedro Bloch cercado de crianças;
5. Fac-símile do visto de entrada dos Bloch no Brasil em 1921, do Arquivo Nacional;
6. Tradução e interpretação do Fac-símile, por Felipe Pena;
7. Anedota "Riso", do livro O incrível humor da criança (1989), ilustração Sidney Ferreira da Silva;
8. Detalhe da capa do livro O incrível humor da criança (1989), ilustração Sidney Ferreira da Silva, mostrando crianças rindo com Pedro Bloch;
9. Capas dos 11 anedotários bloquianos tomados como fontes de pesquisa;
10. Detalhe de ilustração de Jordí para o livro Esses meninos de ouro (1983), com Pedro Bloch dialogando com um menino;
11. Detalhe de ilustração de Jordí para o livro Esses meninos de ouro (1983), com Pedro Bloch conversando com uma menina;
12. Detalhe de ilustração de Jordí para o livro Esses meninos de ouro (1983), com Pedro Bloch observando um garoto tentar acertar a boca do palhaço;
13. Foto de crianças com o palhaço Carequinha;
14. Capa do Dicionário de Humor Infantil (1998);
15. Capa do Dicionário de Anedotas infantis: de crianças para adultos (2001);